Você pode garantir que a escolha é realmente sua?
- Vivi Veiga

- há 1 hora
- 5 min de leitura

Já imaginou viver uma vida inteira a acreditar que é “dona do próprio nariz”, que toma as suas decisões e que é livre para assim agir e, depois de 70, 80 anos descobrir que estava fadada a seguir um caminho em razão de padrões, historias e traumas dos seus ancestrais?
E seu eu te disser que existem formas de você se libertar e realmente ser dona da própria vida e tomar decisões alinhadas com a “sua alma”?
UMA HISTÓRIA
PARTE 1: A VIDA
Imagina uma senhora de 80 anos que viveu toda a sua vida a acreditar que o certo era viver para cuidar do marido. Ela não tinha ambições próprias, não tinha sonhos próprios, tudo o que ela acreditava é que o sucesso do marido era o mais importante. Ajudar o seu parceiro de vida a brilhar, a ser referência na sua profissão, virar “autoridade”, ser aplaudido – acompanhá-lo nessa trajetória de sucesso e oferecer tudo o que ele precisava para alcançar os próprios sonhos, era tudo o que essa senhora entendia como certo e realizador para uma mulher.
Pode parecer coisa de séculos passados, mas pode acreditar, ainda existem mulheres que pensam e que vivem assim. Ouvi uma história de uma querida senhora que viveu sua vida inteira dessa forma. Quem sabe essa não seja a sua história? Pode ser que sim, pode ser que não. Pode ser apenas mais uma história, como de tantas outras mulheres, que viveram ou vivem situações com outros formatos, outros desenhos e realidades, mas muito semelhantes nos traumas, crenças e comportamentos que definem a forma de viver. Com liberdade ou dentro de uma prisão invisível.
Você já ouviu da sua mãe a frase “não dependa de ninguém”?
Quantas vezes essa frase guarda a dor por trás da dependência que ela mesma viveu, ou a dor do esforço excessivo para se libertar dessa mesma dependência.
Ou soube de uma vizinha que viveu por anos num ambiente de violência domestica, física e emocional e que não acreditava que podia sair daquela situação.
Ou a sua prima que quando se tornou mãe, se viu presa e amarrada pelo ideal surreal de maternidade perfeita e se sentiu culpada por querer simplesmente desaparecer.
E os olhares de reprovação porque não está com as unhas feitas e os cabelos escovados, ou não alcançou ainda o sucesso profissional que era esperado, ou porque que deixou a louça por lavar depois de um dia exaustivo de dupla, tripla jornada.
Agora a história da querida senhora parece simples, não parece?
Mas todas guardam a mesma causa. No fundo, são todas amarras que vem da profundidade do nosso ser ou de exigências externas. Algumas vezes das crenças da sociedade, noutras tantas vezes da nossa própria historia e familia.
Bom, voltando à querida senhora.
Ela foi feliz? Acredito que sim. Ela acreditava que sim.
Por vezes a senhora suspirava quando via o marido em destaque, ou adotava expressões como: “Meu Deus, como sou abençoada! Não acho que mereço tanto da vida! Você respeite o meu marido, ele é uma autoridade.” Que orgulho nas suas palavras.
Sim. Ela era feliz. Ela foi muito feliz. E sabe por que? Porque ela acreditava realmente que escolheu como viver a própria vida. Que o fez com liberdade, com intenção, com vontade e desejo próprios.
Quantas de nós podemos realmente fazer as nossas escolhas? Decidir qual caminho seguir? Ser uma super empresaria ou uma dona-de-casa. Viajar pelo mundo ou ser mãe? Ou os dois? E poder fazer isso sem sermos julgadas?
Voltando à querida senhora. Imagine se ela tivesse consciência do que lhe levou a escolher viver para o marido? E se descobrisse que a sua escolha não foi mais do que um medo refletido em padrões dos seus ancestrais? Será que ela teria escolhido viver a vida dessa forma? Será que não teria vivido de forma diferente? E se o tivesse, teria sido tão feliz como foi? Essas respostas talvez nunca consigamos responder, mas vamos prosseguir.
PARTE 2: O PASSADO
A história da familia dessa querida senhora foi marcada por uma tragédia.
Quando ela era ainda pequena, sua mãe faleceu no parto. Seu pai ficou completamente arrasado. Nunca mais se recuperou. Praticamente se abandonou.
O sofrimento ficou estampado não só no seu semblante como nos seus comportamentos. A frustração, a tristeza e a incapacidade de lidar com as próprias emoções destroçaram o coração da pequena e querida senhora. Seu pai, que era um homem de sucesso, nunca mais conseguiu se reerguer. Perdeu tudo. Seu trabalho, seus bens e, principalmente, a sua dignidade.
A querida senhora, naquela época uma criança, viveu a dor do pai com toda a intensidade. Era pequena, sentia falta da mãe, mas não recordava muito dela. Mas sentia o desespero e a solidão do pai.
Essa pequena querida senhora, cuidava com todo o seu coração de seu pai.
PARTE 3: A MENINA
Aquela Senhora, quando menina, amava muito seu pai. Amava tanto que viveu com ele todo o seu sofrimento. Sofria com a frustração, a tristeza, o desamparo, até mesmo o abandono que achava que seu pai sentia, tendo em vista toda aquela situação.
Esse sentimento ficou impregnado nas suas células e moldaram, imperceptivelmente, a sua forma de ver a vida, a sua forma de se portar e de ser.
Quando a querida senhora se apaixonou, carregava dentro de si todos os sentimentos que viu e sentiu com o seu pai. E por muito amor ao seu marido, não podia admitir que ele sofresse o mesmo que o seu pai, tão amado, havia sofrido.
Assim sendo, decidiu cuidar do seu marido. Dedicar sua vida a ele. Evitar a todo o custo que ele sofresse como seu pai sofreu. A todo custo mesmo, ao custo de possíveis sonhos, de possíveis desejos, de possíveis ambições que tinha para si. E se entregou àquele marido com todo o seu amor, e o amor do seu pai.
PARTE 4: CONCLUSÃO
Se olhássemos para a querida senhora, poderíamos imaginar o que ela teria conquistado se não tivesse permanecido presa a esse compromisso que assumiu consigo mesma e, principalmente, com seu pai. De que o seu marido tão amado precisava de ser cuidado o tempo todo e em toda a sua intensidade.
Ela poderia ser uma médica, enfermeira, psicóloga, terapeuta. Poderia curar pessoas. Uma advogada, que ajudaria milhares com os seus problemas legais e desgastante. Uma Presidente, Nobel da paz, engenheira, … tantas possibilidades .
Ela seria feliz? Acredito que sim. Seria mais feliz do que foi? Não tenho como responder. Mas teria feito escolhas de forma verdadeiramente livre, não com base em crenças disfarçadas de vontade.
E a pergunta que fica é: E você? Como gostaria de viver a sua vida?
Com base nas verdades, crenças e valores dos outros ou nas suas convicções, o mais livres possíveis das influências de terceiros e alinhada com a sua verdade, com a sua alma.
Não existe certo ou errado. Só existe a escolha de cada um.
Se essa história, de alguma forma, tocou você, saiba que existe um universo incrível de possibilidades. Basta você dar o primeiro passo.
O trabalho customizado, desenhado de uma forma leve e ao mesmo tempo profunda, que te leva a outro patamar de autoconhecimento e de autopercepção tem apresentado resultados incríveis de transformação e realização.
Assim sendo, deixo aqui o convite para comentar e trocar informações e contatos.
E então.
Está pronta para ir além?

POR VIVI VEIGA
Mentora especializada em equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, hipnoterapeuta e Facilitadora em ciência da Felicidade. Embaixadora Master do Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa.




Comentários