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Uma granada sem pino: o velho a tentar se manter, o novo sempre vem

Lançamento do "Barômetro da Lusofonia" com a Embaixadora Master Thais de Campos
Lançamento do "Barômetro da Lusofonia" com a Embaixadora Master Thais de Campos
No lançamento do “Barômetro da Lusofonia”, uma ação comemorativa dos 30 anos de criação da CPLP, ao ser anunciada a nossa presença neste importante conclave, me veio a força do nosso poderoso idioma que une culturas e países em cinco Continentes. Somos fortes. Somos lindos. Somos o Novo que sempre vem.

A língua portuguesa, com a sua beleza rítmica e rica expressividade, é um dos tesouros culturais partilhados por mais de 260 milhões de pessoas espalhadas pelos 5 continentes. Um idioma, oriundo de Portugal e impulsionado por sua expansão marítima e colonização iniciada no Século XV, com a conquista de Ceuta, em 1415. Ela demonstra a enorme capacidade de expansão e adaptação, atravessando oceanos e moldando-se às mais diversas culturas. A sua presença global é um testemunho vivo da história.


Transformar a língua de Camões, Pessoa, Suassuna, Chico Buarque, Horta, Couto, em um idioma de negócios internacionais, dentro desse novo re arranjo geopolítico, é uma alternativa viável, necessária e poderosa. Porém, exige uma série de estratégias e abordagens coordenadas e bem elaboradas. Estratégias que podem significar a aproximação desta utopia de promover a língua portuguesa como uma ferramenta de comunicação global, destacando sua relevância artístico-cultural e também de relacionamento comercial. Portugal e Brasil são chamados a serem carros-líderes nesse propósito CPLP.

Aceleração da Integração Económica e Comercial que saia da intenção para a ação.


Portugal: um paradigma a ser resolvido


A assinatura do Acordo de Mobilidade em 2021 foi tomada de decisão política importante, porém, sua implementação tem sido muito lenta e desigual entre os Estados-membros, especialmente entre Portugal e África. A burocracia hoje é o maior inimigo do novo que sempre vem. Se a língua é um factor fundamental na estratégica de tornar o português em idioma de negócios, o acesso à residência e à nacionalidade para cidadãos da CPLP deveria ser um corredor verde e não um labirinto, como acontece hoje. Estabelecer um “Passaporte de Negócios CPLP”, por exemplo, poderia garantir processamento prioritário e simplificado de vistos para fins económicos específicos, contornando as restrições burocráticas atuais e a má vontade política de quem não vive no campo dos negócios. O paradigma de Portugal é: a necessidade de atrair investimento e talento da CPLP e as barreiras que funcionam como um “balde de água gelada” nessa estratégia de Negócios.


Brasil: o Gigante Lusófono


O maior país de língua portuguesa e a maior economia da América Latina, o Brasil tem um papel de liderança e vetor de projeção de influência. Com um vasto mercado consumidor oferece, de acordo com a APEX Brasil, mais 1400 oportunidades de exportação para os demais países da CPLP.


Ponte Mercosul-EU: o Brasil funciona como uma ponte natural e, que por meio de Portugal, pode ligar os blocos económicos lusófonos aos mercados europeus e latinos americanos. A questão é: o que é prioridade para o comércio multilateral nesse cenário de imprevisibilidade? Esse é um desafio posto: Regional vs Global. E em momento de rearranjo onde o Velho tenta a todo o custo se manter, priorizar os grandes como China e Europa talvez seja a estratégia mais esperada.

 

Da nossa parte, como Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa, estamos preparadas para interferir positivamente em pautas que vejam além da linha do horizonte. Afinal, nossos ídolos não são os mesmos e as aparências não enganam. Enquanto o Velho tenta preservar as suas estruturas, desigualdades, tradições e status quo o Novo traz a ruptura, a renovação e a força da mudança. Somos também o Novo que sempre vem!

 

p.s.: 1 quero ressaltar o trabalho da Missão Permanente do Brasil junto à CPLP, na pessoa do Embaixador Juliano Feres e parabenizar todos os envolvidos no “Barômetro da Lusofonia”. Necessário.

Os: 2 Uma granada sem pino, era como Elis Regina chamava a letra/música de Belchior “Como nossos pais”.




 
 
 

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