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A hiperconexão não gera a hipercooperação. a hiperconexão produz isolamento

Conexão de Comunidade: o prazer de estar juntas provome a confiança, o respeito e a segurança.
Conexão de Comunidade: o prazer de estar juntas provome a confiança, o respeito e a segurança.

 

O ambiente digital e hiperconectado  parece estar a revelar um fenômeno mais rápido do imaginávamos: o acesso à informação deixou de ser o diferencial competivo. A confiança entre pessoas passou a ser o ativo mais importante. Nós fazemos negócios com quem confiamos. Buscamos comunidades para nos sentirmos pertencentes. Mas algo parece dar errado: quanto mais conexão digital menos construímos relações duradouras. O ambiente hiperconectado aproxima os ecrãs mas não consegue resolver o problema da solidão. O algoritmos privilegiam exposição, velocidade, superficialidade, na contra-mão das relações humanas que exigem tempo, escuta, reciprocidade e confiança. Nesse ambiente digital, tende-se a incentivar a comparação, o julgamento, a não escuta e a polarização.


O quanto antes voltarmos a nos conectar minimizando a presença fria dos algoritmos, mais chances de construirmos relações genuínas; não perfeitas, mas empáticas, duradouras e menos superficiais.

Para uma PME, competir de modo isolado significa aumentar sua vulnerabilidade. Em um mercado cada vez mais volátil, sem previsibilidade e de guerras, a capacidade de pertencer a um ecossistema de confiança é necessário

É para responder a esse paradoxo gerado pela Teconologia que as comunidades adquirem um novo significado. Enquanto a tecnologia conecta redes e dispositivos, são as relações humanas, em comunidades, que conectam histórias, causas, objetivos e afetos.


O fortalecimento dessa necessidade de sobrevivência por meio da conexão de confiança entre pessoas é o antídoto à superficialidade das relações e da concretização das parcerias para negócios.

Parece que estamos assistindo à lógica da concorrência isolada. Algo está a ser definido para o futuro próximo. Começo a perceber o fortalecimento de um outro tipo de competição: as empresas continuarão a competir, mas os ecossistemas e as comunidades provavelmente passarão a competir entre si, por capital relacional.


Se essa tendência se confirmar, e importantes congressos internacionais apontam nessa direção, as comunidades deixarão de ser um complemento da estratégia empresarial para se tornarem parte da estratégia da Economia Global. Estamos assistindo o surgimento do que eu tenho chamado “Economia das Comunidades”, uma economia em que o principal ativo é a capacidade de construir comunidades de confiança capazes de gerar cooperação, inovação, prosperidade e desenvolvimento sustentável. É uma reflexão que venho desenvolvendo a partir da observação de algumas redes  internacionais e da experiência vivida no Clube Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa e do G100 Global Networking de Portugal e de Angola.


Se o século XX foi a economia das empresas, o século XXI poderá ser o da economia das comunidades.

 

 
 
 

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